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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Padrões internacionais para tabelas com nomes de países, estados, cidades e unidades monetárias

Com frequência vejo alunos e pessoal de mercado construindo aplicações com tabelas de países, estados, cidades, códigos de moeda e informações afins. Normalmente nestas aplicações estas pessoas criam algumas telas CRUD para o cadastramento das informações e populam as tabelas buscando dados nos correios ou em outras fontes geralmente menos confiáveis.

O fato é que para a lista de países, estados (províncias), moedas e muitas outras existem padrões internacionais ISO que formalizam estes valores.

A ISO 3166 é uma norma internacional para codificar nomes de países e dependências, com suas principais subdivisões administrativas. Na realidade trata-se de um conjunto de três normas:
  • ISO 3166-1 - códigos para países e dependências, publicado desde 1974
  • ISO 3166-2 - códigos para as principais subdivisões de um país ou dependência
  • ISO 3166-3 - códigos obsoletos (retirados de ISO 3166-1), publicado desde 1998 
Para as unidades monetárias, temos a ISO 4217.

E não é necessário visitar a Wikipedia e baixar as informações de lá. Como era de se esperar, existem repositórios na web para estes dados, que podem ser baixados ou consultados on-line. Um bom exemplar destas fontes dinâmicas destes padrões é o CommonDataHub, site que disponibiliza estes e outros padrões nos mais diversos formatos, além de fornecer webservices para consumo on-line. É cobrado, mas é um serviço com garantia de informações. Para a consulta a todas as cidades - com população superior a 5000 habitantes - o valor é de US$750,00/ano.

As informações parecem ser de boa qualidade pois achei São Simão/GO lá. :-)


Então, para estas tabelinhas básicas, melhor buscar a informação na fonte. Seu sistema ficará mais fácil de integrar com outros sistemas do mundo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

WhiteSpace - Programação com caracteres invisíveis

Tive oportunidade de trabalhar com várias linguagens de programação, entre elas o assembly do Z-81, FORTRAN, COBOL, C, C++, Forth, Haskel, Trilogy, Java e outras menos conhecidas. Por isso sempre acompanhei com interesse os debates fervorosos sobre qual é a melhor linguagem e sempre li sobre o surgimento de novidades no assunto.

Há uma semana meu irmão me contou uma que eu desconhecia e, a princípio, não acreditei.

Imagine uma linguagem de programação baseada em caracteres que não podem ser impressos? Essa é a WhiteSpace, uma linguagem criada por uns malucos da Durham University/UK, onde todas as construções utilizam apenas tabs, espaços e caracteres de nova linha (CRLF).

Para piorar, o artigo que lançou a linguagem foi publicado em 01/Abril/2003. Piada de primeiro de abril? Que nada.. a coisa existe mesmo... tem interpretador para baixar e usar.

Não vou colocar um trecho de código aqui por razões óbvias mas convido os amigos a visitarem a página destes insanos e apreciarem os vários exemplos. E quem implementar um editor de texto com a linguagem me avise que vamos providenciar um prêmio (ou uma internação).