Os recentes ataques do Anonymous, já avisados semanas antes, demonstraram que alguns de nossos ativos de tecnologia estão expostos de forma irremediável a ciber-ataques.
Dentro do escopo da operação OpWeeksPayment planejada pelo Anonymous, nos últimos dias os bancos Itaú e Bradesco sofreram ataques que tiraram do ar por algumas horas, e de forma intermitente, os portais de acesso ao serviços bancários pela Internet.
O ataque realizado teve características de DoS (Denial of service, negação de serviço) e não implicaram em acesso a informações críticas, invasão a servidores internos ou acesso a dados de contas. Para quem não entende muito bem o conceito de DoS, imagine você chegando à porta da sua casa para entrar e existem centenas de pessoas à frente da porta... você se afasta, aguarda um pouco e quando tenta novamente estas pessoas estão lá novamente... o que acontece é que você não vai conseguir entrar na sua casa, o que não significa que as outras centenas de pessoas conseguiram. Eles apenas estão lá, bloqueando, impedindo a sua entrada. Um ataque de DoS tem mais ou menos esta dinâmica.
Apesar de alguns poucos artigos na internet recomendarem aos usuários evitar o uso de serviços bancários pela internet, é importante lembrar que os sites bancários brasileiros são provavelmente os mais seguros do mundo. Chegar aos dados de contas e movimentações financeiras é algo muito, muito difícil. Não vou dizer que é impossível por que não existe 100% de segurança em nada, mas é altamente improvável. Seria necessário o acesso a várias informações privilegiadas e muito provavelmente uma ação coordenada envolvendo usuários internos.
Atualmente os acessos aos bancos utilizam múltiplos fatores de autenticação (tais como os tokens) e vários mecanismos técnicos para garantir que o acesso é legítimo. Sem "puxação de saco", o Bradesco, particularmente, é um dos bancos que possui mais experiência e ferramental para garantir um acesso seguro aos serviços financeiros.
Apenas lembre-se que quanto mais segurança um ambiente oferece, menos usabilidade você terá. Por isso em vários bancos você tem que entrar com usuário, senha, CPF, token, senha de acesso, senha de aprovação e por aí vai. Para conseguir entregar um ambiente seguro, em função da criticidade dos serviços e informações oferecidos, as instituições precisam usar uma composição de técnicas por que não existe solução que forneça 100% de segurança. Particularmente contra DoS.
É necessário muito estudo, trabalho e monitoramento.
Veja mais sobre o tema:
http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from%5Finfo%5Findex=21&infoid=10264&query=simple&search%5Fby%5Fauthorname=all&search%5Fby%5Ffield=tax&search%5Fby%5Fkeywords=any&search%5Fby%5Fpriority=all&search%5Fby%5Fsection=all&search%5Fby%5Fstate=all&search%5Ftext%5Foptions=all&sid=60&text=acesso+leg%EDtimo
http://videos.tvdecision.com.br/security_leaders2011/23/8_Segundo_Painel%20_Security_Leaders_acesso_legitimo.wmv
http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=10256&sid=60
IT, Information Security, System Archictecture, Cloud Computing and nerd stuff.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
domingo, 8 de maio de 2011
Participação nos debates no Security Leaders 2010
Sobre a questão cultural na adoção de práticas de GRC
e sobre o entendimento a respeito dos conceitos de GRC
... e eu que nem sabia que estes vídeos estavam no YouTube... :-P
e sobre o entendimento a respeito dos conceitos de GRC
... e eu que nem sabia que estes vídeos estavam no YouTube... :-P
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Android no Desktop com VirtualBox
Então, já estou começando a fazer uns programinhas bobos para Android. Estou começando a aprender e a entender o funcionamento do sistema operacional. Como sabem (eu acho), o Android tem coração de Linux. Então pensei: será que esse "caboquim" roda legal no desktop?
A primeira coisa que fiz foi "googlar" para "Android X86", nas esperança de encontrar alguém que já tivesse tentado. Olha só o primeiro site (tô atrasado hein?): http://www.android-x86.org/. O projeto está ativo desde março de 2010 preparando a versão para x86.
Bom, fui direto ao assunto:
1. Fui para Download.
2. Em "StableRelease" baixei "android-x86-1.6-r2.iso" (baixe uma mais nova, se encontrar).
3. Gerei uma virtual machine no virtual box escolhendo "Linux" e "Others" (outros linux).
Não é que rodou de cara?
Olha o sistema rodando aí de primeira, sem necessidade de qualquer ajuste
Bem no momento de escrita do post.
Experimente ai!
A primeira coisa que fiz foi "googlar" para "Android X86", nas esperança de encontrar alguém que já tivesse tentado. Olha só o primeiro site (tô atrasado hein?): http://www.android-x86.org/. O projeto está ativo desde março de 2010 preparando a versão para x86.
Bom, fui direto ao assunto:
1. Fui para Download.
2. Em "StableRelease" baixei "android-x86-1.6-r2.iso" (baixe uma mais nova, se encontrar).
3. Gerei uma virtual machine no virtual box escolhendo "Linux" e "Others" (outros linux).
Não é que rodou de cara?
Olha o sistema rodando aí de primeira, sem necessidade de qualquer ajuste
Bem no momento de escrita do post.
Experimente ai!
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
IOWait causando 100% de consumo de CPU no Ubuntu - SOLUCIONADO
Há algum tempo eu vinha tendo problemas de IOWait alto ao ligar o notebook, o que fazia com que o sistema ficasse impossível de utilizar por mais ou menos uns 15 minutos. O IOWait consiste no tempo em que o processador fica aguardando (bloqueado) o término de uma operação de I/O. O interessante é que não aparecia nenhuma aplicação consumindo de forma exagerada o disco ou a CPU no system monitor. Obviamente não era a ferramenta ideal para avaliar o problema.
Após "fuçar" por uns dois dias (efetivamente umas 4 horas ao longo de 4 semanas...) descobri o iotop, que permite monitorar os processos consumindo operações de I/O. Foi rodar o programa imediatamente após uma inicialização e logo os vilões apareceram: gdl_fs_crawler e gdl_indexer. Quem são? Estes dois são processos de background que cuidam do serviço de indexação do Google Desktop. Sim, estava com o Google Desktop instalado no Ubuntu e configurado para inicializar automaticamente.
Identificado o problema, a solução não poderia ser mais simples: tirar o Google Desktop da inicialização (System→Preferences→Startup Applications). Reinicializada a máquina, praticamente zero de IOWait e a máquina voltou a funcionar excelentemente, permitindo a inicialização do OpenOffice logo de cara.
Colocando o Google Desktop para rodar após a inicialização o IOWait fica menos exagerado, mas ainda bate 2000Kb/s de leitura de disco. O ideal é deixar o Google Desktop indexando durante a noite e desligar a indexação durante o período de uso normal, mantendo-o fora da inicialização.
Mas ele ainda é minha ferramenta preferida de pesquisa no desktop.
Após "fuçar" por uns dois dias (efetivamente umas 4 horas ao longo de 4 semanas...) descobri o iotop, que permite monitorar os processos consumindo operações de I/O. Foi rodar o programa imediatamente após uma inicialização e logo os vilões apareceram: gdl_fs_crawler e gdl_indexer. Quem são? Estes dois são processos de background que cuidam do serviço de indexação do Google Desktop. Sim, estava com o Google Desktop instalado no Ubuntu e configurado para inicializar automaticamente.
Identificado o problema, a solução não poderia ser mais simples: tirar o Google Desktop da inicialização (System→Preferences→Startup Applications). Reinicializada a máquina, praticamente zero de IOWait e a máquina voltou a funcionar excelentemente, permitindo a inicialização do OpenOffice logo de cara.
Colocando o Google Desktop para rodar após a inicialização o IOWait fica menos exagerado, mas ainda bate 2000Kb/s de leitura de disco. O ideal é deixar o Google Desktop indexando durante a noite e desligar a indexação durante o período de uso normal, mantendo-o fora da inicialização.
Mas ele ainda é minha ferramenta preferida de pesquisa no desktop.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Pesquisando imagens na web
Muita coisa interessante vem surgindo no mundo da computação "mundana", recentemente. Coisas que, na faculdade, só ouvia falar como pesquisas avançadas hoje estão no dia-a-dia das pessoas.
Uma das funcionalidades interessantes de meu Motorola Droid é o MotoID, programa que "escuta a música" e identifica qual é. Interessante aplicação de análise de espectro... isso me lembra minhas aulas de identificação, estimação e processos estocásticos com meu orientador, José Manoel.
Da mesma forma, estão surgindo as ferramentas de reconhecimento de imagens por similaridade. Existem algumas como o Similar Images do Google, Tiltomo e Bing que ainda são baseadas nos atributos informados sobre a imagem, mas as mais interessantes são aquelas que realizam a análise da imagem.
Então, há algum tempo recebi a imagem de um logo anexado a um e-mail e fiquei curioso de saber de onde tinha saído. Mexi na internet e achei o TinEye, uma excelente ferramenta de busca reversa de imagens. O funcionamento é bastante simples: você faz o upload da imagem (ou mesmo parte de uma imagem), a ferramenta faz a análise e vasculha a web buscando aquela imagem em particular.
Outra da mesma família é a Byo Image Search, que não tem uma base tão extensa quanto o TinEye e funciona principalmente pela distribuição de cores da imagem.
De qualquer forma, vale a pena dar uma avaliada em todas elas.
A era de reconhecimento de imagem, voz e sons está muito mais próxima do que imaginamos.
Uma das funcionalidades interessantes de meu Motorola Droid é o MotoID, programa que "escuta a música" e identifica qual é. Interessante aplicação de análise de espectro... isso me lembra minhas aulas de identificação, estimação e processos estocásticos com meu orientador, José Manoel.
Da mesma forma, estão surgindo as ferramentas de reconhecimento de imagens por similaridade. Existem algumas como o Similar Images do Google, Tiltomo e Bing que ainda são baseadas nos atributos informados sobre a imagem, mas as mais interessantes são aquelas que realizam a análise da imagem.
Então, há algum tempo recebi a imagem de um logo anexado a um e-mail e fiquei curioso de saber de onde tinha saído. Mexi na internet e achei o TinEye, uma excelente ferramenta de busca reversa de imagens. O funcionamento é bastante simples: você faz o upload da imagem (ou mesmo parte de uma imagem), a ferramenta faz a análise e vasculha a web buscando aquela imagem em particular.
Outra da mesma família é a Byo Image Search, que não tem uma base tão extensa quanto o TinEye e funciona principalmente pela distribuição de cores da imagem.
De qualquer forma, vale a pena dar uma avaliada em todas elas.
A era de reconhecimento de imagem, voz e sons está muito mais próxima do que imaginamos.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Padrões internacionais para tabelas com nomes de países, estados, cidades e unidades monetárias
Com frequência vejo alunos e pessoal de mercado construindo aplicações com tabelas de países, estados, cidades, códigos de moeda e informações afins. Normalmente nestas aplicações estas pessoas criam algumas telas CRUD para o cadastramento das informações e populam as tabelas buscando dados nos correios ou em outras fontes geralmente menos confiáveis.
O fato é que para a lista de países, estados (províncias), moedas e muitas outras existem padrões internacionais ISO que formalizam estes valores.
A ISO 3166 é uma norma internacional para codificar nomes de países e dependências, com suas principais subdivisões administrativas. Na realidade trata-se de um conjunto de três normas:
E não é necessário visitar a Wikipedia e baixar as informações de lá. Como era de se esperar, existem repositórios na web para estes dados, que podem ser baixados ou consultados on-line. Um bom exemplar destas fontes dinâmicas destes padrões é o CommonDataHub, site que disponibiliza estes e outros padrões nos mais diversos formatos, além de fornecer webservices para consumo on-line. É cobrado, mas é um serviço com garantia de informações. Para a consulta a todas as cidades - com população superior a 5000 habitantes - o valor é de US$750,00/ano.
As informações parecem ser de boa qualidade pois achei São Simão/GO lá. :-)
Então, para estas tabelinhas básicas, melhor buscar a informação na fonte. Seu sistema ficará mais fácil de integrar com outros sistemas do mundo.
O fato é que para a lista de países, estados (províncias), moedas e muitas outras existem padrões internacionais ISO que formalizam estes valores.
A ISO 3166 é uma norma internacional para codificar nomes de países e dependências, com suas principais subdivisões administrativas. Na realidade trata-se de um conjunto de três normas:
- ISO 3166-1 - códigos para países e dependências, publicado desde 1974
- ISO 3166-2 - códigos para as principais subdivisões de um país ou dependência
- ISO 3166-3 - códigos obsoletos (retirados de ISO 3166-1), publicado desde 1998
E não é necessário visitar a Wikipedia e baixar as informações de lá. Como era de se esperar, existem repositórios na web para estes dados, que podem ser baixados ou consultados on-line. Um bom exemplar destas fontes dinâmicas destes padrões é o CommonDataHub, site que disponibiliza estes e outros padrões nos mais diversos formatos, além de fornecer webservices para consumo on-line. É cobrado, mas é um serviço com garantia de informações. Para a consulta a todas as cidades - com população superior a 5000 habitantes - o valor é de US$750,00/ano.
As informações parecem ser de boa qualidade pois achei São Simão/GO lá. :-)
Então, para estas tabelinhas básicas, melhor buscar a informação na fonte. Seu sistema ficará mais fácil de integrar com outros sistemas do mundo.
sábado, 2 de outubro de 2010
Problemas de som no Ubuntu 10.04 - apenas browser com som
O som parou de funcionar no meu notebook (obviamente, após várias "fuçadas" aleatórias do newbee aqui).
Por incrível que pareça, apenas os browsers conseguiam reproduzir som.
Então, após procurar em vários blogs e posts, comecei a olhar os arquivos de configuração. Então encontrei a pasta ".pulse". Como acontece normalmente com o Gnome, os arquivos de configuração ficam nestas pastas.
Dei uma olhada nas datas, tirei uma cópia e removi a pasta (um simples rm -r .pulse).
Um restart e pronto, voltou a funcionar! :-P
Por incrível que pareça, apenas os browsers conseguiam reproduzir som.
Então, após procurar em vários blogs e posts, comecei a olhar os arquivos de configuração. Então encontrei a pasta ".pulse". Como acontece normalmente com o Gnome, os arquivos de configuração ficam nestas pastas.
Dei uma olhada nas datas, tirei uma cópia e removi a pasta (um simples rm -r .pulse).
Um restart e pronto, voltou a funcionar! :-P
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